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Assaltar a geladeira na madrugada pode ser indício de Síndrome do Comer Noturno

Especialista revela que, caso o hábito seja frequente, a pessoa pode estar passando por problemas relacionados ao transtorno do sono e de ansiedade

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Por Hugo Oliveira, da Comunicação Sem Fronteiras

Quem nunca acordou no meio da noite ou da madrugada com aquela fome e literalmente assaltou a geladeira com o objetivo de saciar esse apetite repentino? Bom se isso ocorre algumas poucas vezes ou raramente, tudo bem é normal. Mas segundo especialistas, se esse comportamento é frequente, ai então é sinal de alerta e esse saqueador de geladeiras pode está passando por um problema chamado Síndrome do Comer Noturno (SCN).

De acordo com a psicóloga clínica e especialista em neuropsicologia Luciene Garcia, a síndrome está diretamente relacionada ao transtorno do sono, uma disfunção ou atraso do chamado relógio biológico; e com transtorno de ansiedade, com altos níveis de estresse e impulsividade. Mas ela também traz uma boa informação: o problema tem tratamento.

Conforme explica a especialista, a síndrome tem três componentes principais: anorexia matutina, que é a ausência de alimentar-se pela manhã; hiperfagia vespertina, que é o excesso de ingestão de alimentos no período da tarde e noturno; e a insônia. “Com base em algumas pesquisas, detectou-se que 1,5% da população norte-americana sofre dessa síndrome, 10% foi diagnosticada em pacientes em tratamento em clínicas para obesidade e 27% entre aqueles prestes a realizar cirurgia bariátrica”, explica a psicóloga, que esclarece que no Brasil não há ainda levantamentos sobre quantas pessoas sofrem desse problema.

Sintomas


Segundo Luciene Garcia, a pessoas afetadas pela doença costumam apresentar fatores comportamentais em comum, como: ingestão tardia de alimentos, permanecendo longo período de tempo comendo à noite, com pico de ingestão de alimentos calóricos entre as 20h e 8h. “Pacientes que sofrem dessa síndrome acordam mais vezes à noite, de modo que metade desses despertares são acompanhados de ingestão de alimentos, na maioria das vezes, de alto índice calórico”, afirma.

Luciene revela que pacientes acometidos pela SCN tendem a apresentar nível de humor rebaixado, ou seja, depressão e baixa autoestima. Essas características, segundo ela, podem se tornar obstáculos na busca pelo emagrecimento.

“Na terapia, temos ferramentas para diagnosticar e entender melhor a dinâmica psicológica, fisiológica e social do paciente, ajudando no cumprimento de sua decisão de perder peso e conquistar novos caminhos. Na atualidade, uma das abordagens psicológicas mais eficazes é a chamada teoria cognitiva e comportamental”, ressalta.

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