Telefone: (62) 3642-9440 / (62) 3642-9442 Facebook Instagram
Quem pode usar o balão intragástrico?

Cirurgião gástrico explica que paciente precisa atender a critérios específicos, como ter IMC acima de 27. Mas especialista lembra que também são necessárias outras avaliações individuais para que o tratamento com o balão intragástrico seja indicado.

0 Comentários

Estudo realizado pelo Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington, nos EUA, aponta que existem 2,2 bilhões de pessoas no mundo com sobrepeso ou obesidade (30% da população mundial). No Brasil o número também é alarmante. São 53,8% dos brasileiros que estão acima do peso, segundo dados da pesquisa “Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico” (Vigitel) do Ministério da Saúde.

Cientes dos riscos para a saúde, pessoas nesse contexto procuram soluções para o problema e partem para dietas e malhação. Porém, essas alternativas, mesmo que sejam as mais recomendadas e que tenham o acompanhamento por profissionais especializados, nem sempre trazem o efeito desejado, razão que leva à procura de outras medidas, como o balão intragástrico.

 

Palavras do Especialista

O cirurgião gástrico Március Vinícius de Moraes ressalta, entretanto, que para que essa solução seja viável, o paciente precisa atender a critérios específicos. O balão intragástrico é um equipamento preparado para dar a sensação de saciedade. Ele é composto basicamente por um cápsula revestida de silicone com soro fisiológico em seu interior. Implantado por meio de um procedimento endoscópico, menos traumático que a cirurgia bariátrica, é indicado para pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 27, ou seja, com sobrepeso.

Segundo o médico, cada caso deve ser analisado individualmente. Assim, o método escolhido para estimular o emagrecimento estará em conformidade com as condições do organismo do paciente. “Consideramos acima do peso aqueles que têm IMC entre 25 e 30. Para aplicação do balão, o parâmetro é 27, variando de acordo com o caso. Além disso, esse tratamento é contraindicado a pessoas que já passaram por cirurgia no estômago. Também para as que têm hérnia de hiato maior que 5 cm ou que tenham doenças que afetam a imunidade e imunodeficiências em geral do organismo”.

Segundo Marcius, para que o tratamento com o balão tenha o efeito esperado, o paciente deve fazer acompanhamento multidisciplinar com psicólogos, nutricionistas, educadores físicos e médicos. “Esses profissionais vão monitorar a saúde do paciente e orientá-lo no processo de reeducação alimentar. Assim, após a retirada do Balão, a pessoa será capaz de manter o peso obtido”, esclarece o médico.

 

Spatz3

Entre as alternativas de balão intragástrico existentes no mercado, uma delas é o Spatz3. É um equipamento desenvolvido em Israel e que apresenta vantagens em relação a outros modelos. Uma delas é que ele é ajustável e pode permanecer no organismo do paciente por até 12 meses. O dobro do permitido por instrumentos convencionais.

De acordo com o médico estadunidense Jeffrey Brooks, que participou do desenvolvimento do balão Spatz3, a durabilidade e a ajustabilidade do instrumento permitem que o paciente realize um tratamento prolongado. “Os resultados tendem a ser mais duráveis. Uma vez que o paciente tem mais tempo para se adaptar ao balão e para passar por um processo de reeducação alimentar. Além disso, caso esteja causando desconforto, o balão pode ser reajustado para melhor atender às necessidades de cada organismo”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *