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Mais obeso, brasileiro busca alternativas de emagrecimento

Mudança de hábitos alimentares é crucial para emagrecimento e a medicina já dispõe de alternativas como balão intragástrico reajustável que acelera a perda de peso e promove reeducação alimentar

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Mais da metade dos brasileiros está acima do peso. É o que aponta a última pesquisa Vigitel Brasil, divulgada em 2014. O levantamento revela que 52,5% da população está com excesso de peso. O número é 10% maior que em 2006 e expõe uma realidade cada vez mais preocupante, uma vez que 17,9% desse público está, não somente com sobrepeso, mas obeso.

 

Mais do que uma questão meramente estética, a obesidade é um fator de risco para várias doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, males que respondem por 72% dos óbitos do país e ainda podem desencadear doenças cardiovasculares e câncer. Considerada a doença do século, a obesidade tem sido alvo de vários estudos no mundo inteiro, os quais deram origem a vários tratamentos e novas tecnologias, como a cirurgia bariátrica e o implante de balão intragástrico.

 

Para o médico cirurgião, que realiza principalmente procedimentos endoscópicos como o implante e cirurgias bariátricas, Fernão Cury Rodrigues cada paciente possui um perfil e isso determina qual tipo de tratamento/procedimento mais indicado para o seu caso. No caso do balão intragástrico, instrumento introduzido no estômago do paciente via endoscopia e que infla para dar sensação de saciedade ao paciente, o balão intragástrico é um dos procedimentos menos invasivos.

 

De rápido implante e sem qualquer corte, um dos mais modernos balões é o Spatz3, que além de ser reajustável, possibilita um tratamento mais longo, ao contrário dos demais modelos disponíveis no mercado nacional. Para o médico, o balão, em suas várias versões, registra uma eficácia maior do que a cirurgia bariátrica. “Uma vez que o processo de emagrecimento é mais prolongado, o paciente tem mais tempo para se habituar com a nova condição e dar mais atenção à reeducação alimentar, a qual irá determinar o sucesso ou não do tratamento”.

 

Segundo Fernão, com auxílio do instrumento, o paciente que agir de acordo com as orientações médicas pode obter resultados rapidamente. “Um tratamento mais longo possibilita uma reeducação alimentar mais eficaz, o que é determinante para o resultado do tratamento. Em segundo lugar, o paciente deve ter acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, com médicos, psicólogos, orientador de atividade física e nutricionistas, por exemplo, para que o processo de mudança seja satisfatório”.

 

Ele reforça que o acompanhamento multidisciplinar é importante para que o paciente não tenha redução de massa muscular, mas de gordura. “É preciso ressaltar que a prática de atividades físicas e alimentação saudável são os recursos ideais para concretização do emagrecimento. O balão é apenas uma ferramenta que irá auxiliar nesse processo”.

Sobre o balão

O balão intragástrico Spatz 3, a mais avançada tecnologia utilizada mundialmente. Lançado em 2005 pelo laboratório americano Spatz Medical, com tecnologia israelense, ele já está sendo utilizado por cerca de 5.000 pacientes em 35 países. No Brasil, a solicitação de aprovação da Anvisa chegou em 2011 e somente em novembro de 2014 foi autorizado pelo órgão.

 

O instrumento é uma cápsula revestida de silicone com soro fisiológico em seu interior. Implantado no fundo gástrico dos pacientes por meio de endoscopia – um procedimento menos traumático que a cirurgia bariátrica – é indicado para pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 27, ou seja, com sobrepeso. Sua grande vantagem em relação aos balões convencionais é sua flexibilidade: após sua implantação, é possível ajustá-lo dentro do organismo.

One comment

  1. Claudia Ninim Reply

    Meus parabéns pelas excelentes dicas, realmente seu site é digno de um belo compartilhamento, já vou indicar para minhas amigas. Obrigado por compartilhar dicas tão boas. bjos.

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