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Evolução no tratamento leva à queda de mortalidade por infartos no mundo

Número de óbitos relacionados a infartos vem diminuindo, mas doença ainda lidera ranking das que mais matam. Stent Bioabsorvível Absorb ® ajuda a combater o problema

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Decorrente, muitas vezes, de anos de má alimentação, sedentarismo, sobrepeso, obesidade, estresse e vícios, como o tabagismo, além de uma tendência familiar genética o infarto é conhecido como uma doença silenciosa. Embora dê alguns sinais, como dores no peito e falta de ar, seus sintomas podem passar desapercebidos pelos pacientes. Essa sutileza colabora para que os números de óbitos relacionados à doença se acumulem, o que confere às patologias cardiovasculares o status de doenças que mais matam em todo o mundo.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 17 milhões de pessoas morrem todos os anos em decorrência de Infarto do Miocárdio e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs), conhecidos vulgarmente como derrames cerebrais. No Brasil, o contexto também é crítico. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 70 mil brasileiros morrem anualmente de infartos. Os números tem estimulado o desenvolvimento de pesquisas na tentativa de aprimorar técnicas, procedimentos e tecnologias para reverter o quadro.

De acordo com o cardiologista intervencionista Maurício Prudente, continua crescendo o número de ocorrências de infarto, especialmente pelo estilo de vida atual, falta de prevenção, aumento da obesidade e do diabetes. Também, a dificuldade de acesso da população que depende do SUS ao cardiologista clínico contribuiu com as estatísticas negativas.

Por outro lado, historicamente, desde década de 1980, a mortalidade global vem caindo em razão da evolução dos tratamentos e conscientização do paciente. “Isso tem evitado os casos de re-infarto, que são muito prováveis de acontecer se o paciente não aderir ao tratamento e mudar o estilo de vida”, diz.

Avanços no tratamento

Pacientes tem, atualmente, mais uma alternativa para combater o problema: o Stent Bioabsorvível Absorb®. Feito de ácido polilático, ele é uma evolução do seu antecessor de metal e chega com uma vantagem: entre dois e quatro anos após a implantação, ele é totalmente absorvido ou “digerido” pelo organismo. A implantação é feita por meio de punção no punho, ou seja, sem cortes ou abertura do tórax, com anestesia local e apenas sedação e pode durar de 30 a 60 minutos.

De acordo com o médico Maurício Prudente, essa ideia que se inicia com o Absorb é a grande revolução em relação a seu antecessor, o stent metálico, no tratamento contra as doenças cardiovasculares.  “Apesar de ser um tratamento consolidado, eficiente e com segurança já comprovada, o dispositivo de metal tem caráter definitivo, o que pode ser um obstáculo a eventuais necessidades diagnósticas ou terapêuticas futuras. Além disso, é como se o local ficasse engessado, comprometendo a maleabilidade característica das artérias”, alerta.

Função

O stent absorvível restaura o fluxo sanguíneo das artérias obstruídas com a mesma eficiência do dispositivo anterior, ao passo que, ao ser absorvido devolve ao vaso a sua capacidade funcional. “A função da parede vascular é restaurada e o fluxo coronário melhorado. Tudo isso propicia regressão da placa, recuperação da função vasomotora e reduz a chance de reincidências”.

O pequeno dispositivo tem 2,5 a 3,5 milímetros de diâmetro e de 12 a 28 milímetros de comprimento, o tamanho aproximado de uma mola de caneta. Após o implante o stent tem o papel de comprimir a gordura (placa aterosclerótica) presente na parede dos vasos, sustentar esse vaso aberto e liberar simultaneamente o medicamento que regula cicatrização da lesão tratada, de forma a sanar o problema naquele local. Outro papel do stent é manter a artéria, que é elástica, aberta. Na medida em que ela permanece desobstruída, o dispositivo é gradualmente absorvido.

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